Coisas que aprendi/conheci em NY

Com certeza alcancei o ápice da vida quando estava eu, com recentes 22 anos embarcando sozinha para morar em Nova York. Uma decisão tomada às pressas, mas executada com louvor, dedicação e muito aprendizado.

Quando conversava com alguém que já tinha morado fora e ouvia: “É uma experiência única. Você se descobre.” eu ficava com os olhos brilhando porém, não conseguia imaginar como era ter essa sensação de se descobrir.

Quando cheguei em Nova York, meus olhos ficaram mais arregalados do que nunca. Meu olhar era 360º. Meus ouvidos eram mais sensíveis, eu podia ouvir até os pensamentos das pessoas. Eu me sentia muito dona de mim! Independência maior não existia.

Vi, vivi, aprendi, conheci, experimentei muitas coisas. Foi um novo ritmo e estilo de vida. Quando voltei ao Brasil pude refletir e fazer um balanço do que era bom e valia a pena aplicar na minha rotina aqui:

  • O metrô é o transporte mais rápido que você vai ter. Sem trânsito, sem preocupação para estacionar, sem gastos inesperados. Sinto muita falta do metrô de lá! Se em SP fosse igual, com certeza a vida de muitos seriam mais fáceis.

  • Apartamentos menores são ótimos, fáceis de limpar e, o famoso “Menos é Mais”. Quanto menos objetos na decoração da casa, melhor. Seu dia a dia fica facilitado.

  • Foram 5 meses sem assistir TV. Apenas usando meus serviços de streaming e eu desenvolvi muito mais meu lado criativo!

  • Refeições pensadas. Organizar e pensar na sua refeição do dia seguinte, deixá-la pronta, facilita absurdamente a sua rotina!

  • Valorize as feiras de rua que temos aqui no Brasil. Nossas frutas são milhões de vezes melhores. Aliás, qualquer alimento de origem vegetal aqui no Brasil é milhões de vezes mais gostoso, saboroso e saudável do que os da América.

  • O famoso “cháfé” é uma delícia! Aqui no Brasil eu não criei o hábito de tomar café por achava muito forte. Lá eu passei a amar o café mais fraco com leite.

  • Se você tem um ritmo de trabalho intenso, onde passa muitas horas fora de casa, saia preparada! Mochila é o seu maior aliado. Leve aquilo que você tem certeza que irá precisar para passar um dia todo longe de casa.
  • Ter horário é fundamental. Organize seu dia. Ser pontual nos compromissos é essencial!

Morou fora? Me conte suas experiências aqui nos comentários.
Se gostou do post, compartilhe com suas amigas! Beijinhos,

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Morando sozinha – part. 4

Último post da série Morando Sozinha por Flávia Jacquier!
#SAUDADES

Eaí meninasss, como vocês estão?

Voltei para continuar contando mais um pouquinho de como é lá na Unesp e como está sendo minha experiência de morar e estudar em uma cidade há 5h de distância de casa!

Nesse último post AQUI, contei sobre minha primeira semana na faculdade, que foi muito marcante! Agora vou continuar falando sobre o que morar sozinho proporciona, depois, sobre o que a Unesp de Bauru proporciona e por fim, o que a faculdade pública proporciona.

Até agora, aprendi muitas muitas muitas coisas, foi um período de amadurecimento nada espontâneo. Falando assim pode parecer negativo, mas digo isso, porque foram coisas que eu tive que aprender super de repente, mas que trouxeram uma experiência incrível para mim.

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Primeiro, tive que aprender a conviver com pessoas diferentes morando comigo, aprendi a fazer tarefas que não estava costumada a fazer, aprendi a tirar dinheiro no banco (orra, difícil, hein? Hahah), aprendi a ser muito tolerante apesar de não ter tanta paciência. Aprendi a matar barata (mentira, essa foi a Alana) e aprendi à cuidar sozinha do dinheiro que meus pais me mandam. Enfim, aprender a me virar sozinha, andar “sozinha” e lidar com situações que antes eu não estava acostumada a lidar sozinha.

Segundo, aprendi com a Unesp de Bauru nesse semestre como é importante aproveitar o que a faculdade oferece, a Unesp disponibiliza aos alunos diversos projetos de extensão universitária, ou seja, você pode trabalhar em uma empresa júnior da faculdade, onde você exercerá o que aprende em sala de aula, tornando-se um estágio. Você pode fazer iniciação científica, trabalho voluntário, intercâmbios, etc. São muitas coisas que super contribuem para o nosso crescimento pessoal e profissional, muito enriquecedoras. Eu, particularmente, ainda não tive a oportunidade de iniciar nenhum projeto, tirei esse semestre e talvez o ano para pensar no que quero fazer e começar a me direcionar, criando uma estratégia do que pretendo fazer nos próximos anos. Mas já sei que existem muitas opções disponíveis!

D (2)

Por fim, aprendi com a faculdade pública, que devemos despertar em nós um senso crítico cada vez mais apurado. Devemos crescer não só academicamente, mas principalmente, devemos crescer socialmente e como ser humano. Devemos aprender a ter responsabilidade social para com a nossa realidade e futuro, nos preocupando com o que acontece no mundo inteiro e o que acontece na rua da nossa casa, entende?

Atualmente, os alunos da Unesp estão em greve, reivindicando melhorias em diversos fatores dentro da faculdade. Eu não aderi à greve por motivos pessoais, mas apoio muito cada melhoria reivindicada.
Sendo assim, aprendi também com a faculdade pública, que estamos sujeitos à greves! Hahaha o que não me deixou muito feliz, mas enfim. Foi algo que pensava que poderia acontecer e aconteceu logo no primeiro semestre… #paciencia

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Bom meninas, acho que contei um pouquinho de como é morar sozinha e como é estudar na Unesp, sei que foi bem por cima, mas espero que vocês tenham conseguido captar um pouquinho da vida longe de casa. Espero que tenham gostado dessa sequência de posts! Se alguém quiser saber algo específico, fiquem à vontade para perguntar. Meu e-mail é flavia.jacquier@gmail.com e estou sempre disposta a ajudar vocês, porque sei como é difícil a decisão do que fazer quando termina o Ensino Médio.

Beijinhos,

@flaviajacquier

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Morando sozinha – part. 3

Segundo post da série Morando Sozinha por Flávia Jacquier

Oláaa meninas!

Nesse último post AQUI, escrevi um pouco sobre como foi a “construção” da minha casa lá em Bauru. Estou contando um pouquinho pra vocês sobre minha experiência de morar e estudar longe de casa. Vamos lá então, continuando…

Minhas aulas começaram em Março de 2013, foi tudo muuuito rápido, encontrar apartamento, fazer a mudança, mobiliar a casa, aprender a lavar roupa, limpar banheiro, ficar pronta em 15 minutos. E esse último item, aprendi desde a 1ª semana.
Quando fomos fazer a matrícula, os veteranos deram trote em nós. Foi lindo, uns amores. Mas só porque os nossos pais estavam lá! Porque no primeiro dia de aula, aí sim aprendi o que era trote, e consequentemente, o que era “elefantinho”. Muita terra (o campus da Unesp de Bauru é uma área bem grande, com vários prédios, as ruas são asfaltadas, mas em volta das salas não, tem muitas árvores, muita terra e grama), muita tinta e muita dor nas costas no dia seguinte! Andamos pela Unesp praticamente inteira em uma fila em posição de “elefantinho”, rolamos na areia e depois, quando estávamos bem lindos e limpos #soquenao, fomos para o Bosque.

C1Esse trote foi no dia da matrícula, com a presença dos pais e bem mais tranquilo

C2Euzinha, linda de bigodón! #soquenao

A Unesp de Bauru tem um lugar chamado Bosque. É cheio de árvores e tem um mini palco, onde acontecem vários eventos da faculdade. É tradição do curso de Relações Públicas apelidar todos os calouros e nos presentear com nada mais, nada menos, que um babador! Sim. Um babador de neném com o nosso apelido escrito nele. Lindo né gente? Um a fofura, ownnn! Até seria, se não tivéssemos que usa-lo durante 1 mês inteiro, inclusive – ou melhor – principalmente nas festas e se fossemos vistos sem nosso querido babador: R$3,00 para cada veterano que nos encontrasse! Mas apesar de tudo, todos temos muito carinho pelo nosso babador, ele representa uma fase muito importante <3

Enfim, faz parte do trote realizar um batizado, onde subimos no palco do Bosque e recebemos nossos apelidos, que são escritos no babador e pendurados nos calouros. Nosso primeiro dia de aula foi finalizado com esse batizado, com novos apelidos e muita coisa que ainda nem imaginávamos.

C3Foto pós “Real Trote”, Batizado e entrega dos Babadores, juntamente com a maior parte das turmas de RP da Unesp de Bauru, 1ºs, 2ºs, 3ºs e 4ºs anos!

O meu apelido foi #Hashtag! Hahah fui apelidada assim porque eu sou muito ligada no meu instagram (@flaviajacquier para quem quiser seguir) e tudo que posto lá, compartilho com o Facebook. Inclusive as Hashtags, como fui batizada. Eu gostei demais do meu apelido e lá na faculdade, quase ninguém me chama de Flávia, é só Hashtag ou Hash. Curti esse apelido também, porque não são todos os apelidos que são “de boa” assim, muitas pessoas recebem apelidos hmmm, “sugestivos” e por mais que sejam engraçados, não são tão fáceis de aceitar. Por isso, é melhor levar numa boa. Criamos apelidos para os apelidos sugestivos, e assim, tudo continua sendo uma brincadeira.

C4Eu, Ana e Alana pós-trote e com os nossos filhos babadores.

Bom, na primeira semana de “aula” praticamente não teve aula. Foram diversas atividades de integração entre os bixos, tiveram gincanas, palestras e depois da aula, todos os dias: Festa. De segunda à domingo. Segunda: Cervejada na República Roots, Terça: Welcome Party em um Pub, Quarta: A melhor festa da minha vida! Festa de integração da Atlética da Unesp de Bauru, com a bateria e todas aquelas músicas Unespianas que te arrepiam, Quinta: Uma festa que eu não lembro, Sexta: Uma festa que eu não lembro, e assim por diante até Domingo. Hehehe sei que durante a primeira semana, não dormíamos nem 2h, porque a maioria das pessoas chegava às 6h da manhã da festa e tinha que acordar às 8h da manhã para fazer “Pedágio” e  juntar dinheiro para a festa de libertação: A RPinga. Onde não teríamos mais que usar nosso babador.

A partir dessa semana, as coisas “engrenaram”, as aulas começaram, os projetos de extensão e tudo o que a faculdade proporciona começou com tudo.

O que a faculdade proporciona eu ainda estou descobrindo, afinal, faz apenas 6 meses que estou estudando lá, mas vou contar mais um pouquinho sobre isso no próximo post, ok? Não se esqueçam de conferir, no próximo sábado está no ar! =)

Beijinhos,

@flaviajacquier (Hashtag)

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Morando sozinha – part. 2

Segundo post da série Morando Sozinha por Flávia Jacquier

Oi girls!

Hoje vou continuar contando para vocês sobre a experiência de morar sozinha e para quem ainda não teve a oportunidade de ler, já comecei contando um pouquinho nesse post AQUI, onde falei como foi a descoberta e a decisão de ir morar em uma cidade diferente para estudar.

Quando a lista de aprovados saiu, os veteranos do meu curso já criaram um grupo no Facebook com os nomes de todos os possíveis “bixos 2013”, o que ajudou muito na integração e na decisão “concreta” de ir para Bauru.

Vários veteranos vieram conversar com os bixos um por um, principalmente com os que ainda estavam em dúvida, como eu. E digo que eles foram 70% responsáveis pela minha decisão, explicando vários detalhes do curso, da faculdade, da cidade. Explicando como era a vida lá e a vida longe de casa. Então, nesse grupo, fomos conhecendo as pessoas que estariam com a gente durante os próximos 4 anos.

Lá, conversei com algumas pessoas e era algo bem superficial ainda, porque nem havíamos nos conhecido. Mas, como toda mãe, a minha já estava desesperada por saber onde eu ia morar, com quem eu ia morar, enfim, todas essas preocupações que surgem automaticamente. Assim, juntou eu, Alana Gomes e Ana Carolina Feliciano, duas meninas do grupo dos “Bixos UNESP 2013” e pensamos: “Eaí, vamos alugar um apartamento e morar juntas?”. Na semana seguinte o apto estava alugado.

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Cada uma teria seu quarto, o que prezávamos muito. No início, muitas pessoas ficaram receosas por nós. Dizendo que nem sempre dá certo fazer isso e que recomendavam que ficássemos no “Adote”, que é um projeto criado pelos veteranos, no qual cada um “adota” um bixo para ficar em sua casa por pelo menos 1 mês, tendo apoio desse veterano e podendo conhecer melhor as pessoas e mais tarde, escolher com quem quer morar. Mas uma coisa nós 3 tínhamos em comum: Não queríamos deixar nada “no ar”, queríamos já ter nossa própria casinha, que pode parecer muito, mas é só uma das mil coisas que precisamos nos preocupar.

Com a casa alugada e as partners definidas, começamos a mobiliar a casa. Juro, parecíamos 3 noivas! “Meninasssss, ganhei um liquidificador da minha avó!” – “Uhuuuul”, “Meuuuu, minha mãe comprou o faqueiro pra nós!” “Aêeee, ai sim!”.
E assim foi ficando pronta nossa casinha.
Mais pra frente, fizemos uma tabela para organizar as tarefas da casa:

1- Cada uma limpa seu quarto

2- Alana cozinha (porque é a única que sabe) e Flá e Ana lavam a louça

3- Quem lava o banheiro lava o chão da cozinha

4- Cada uma tem um dia específico para lavar a roupa

5- Todo dia 5 pagamos as contas

 

Foi mais ou menos assim que fomos nos adaptando, 3 meninas de 17 anos (a Ana tinha feito 18 há 1 mês só) começando a morar sozinhas. Não fazem nem 6 meses que moramos juntas, mas graças ao nosso bondoso Deus, nos damos muito bem!
Somos muito sinceras umas com as outras, quando não gostamos nós falamos e nesse pouco tempo, posso dizer que o destino acertou.

Obrigada meninas, por tudo! Alana por me alimentar, Ana por me ensinar a lavar roupa. Enfim, por serem minhas partners! Huhuhu <3

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No próximo post, vou contar um pouco como foi nossa 1ª semana na faculdade. Coisa pra nunca se esquecer!

Não se esqueçam de conferir no próximo sábado, combinado?

Beijinhos,

@flaviajacquier

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Morando sozinha – part. 1

Você já tomou coragem e saiu de casa?!
Ninguém quer sair da mordomia de morar com os pais, mas e quando é necessário?
A nossa colaboradora Flávia Jacquier (que vocês já conhecem) teve que ir morar sozinha, em outra cidade, sabe porque?! – Ela passou em uma das melhores universidades públicas no país, e te conta como foi toda essa mudança na vida dela!
Para acompanhar a história da Flávia, basta acessar o Muffin.dicas todo sábado e se deliciar :) #Morando_Sozinha_MuffinDicas

 

Oi meninasss! Tudo bom?
Faz tempo que não posto aqui no Muffin né? Bom, a Bru me pediu esse post e depois que vi a TAG “Vida de Universitária” imaginei que vocês irão curtir bastante o tema! Aqui vou contar um pouquinho mais sobre mim e sobre esta experiência que estou vivendo: Estudar fora da minha cidade, consequentemente, morar sozinha!

Sou natural de São Paulo, mas atualmente moro em Bauru. Isso porque, no fim do ano passado (2012), recebi uma grande oportunidade: Estudar Relações Públicas na Unesp. Mas, havia um “porém”: Eu teria que mudar da minha amada SP e ir morar em Bauru. Largar família, namorado, cachorrinha e meus amigos e ir estudar em um local há 5h de distância da minha casa. Quando eu prestei o vestibular, eu já sabia desse fator, mas nunca imaginei que iria passar! Eu não estudava, não ia pro cursinho, dormia a tarde inteira (#queorgulho #soquenao) e já estava praticamente matriculada no Extensivo do ETAPA.

Depois de passar a semana em Ubatuba com o meu pai e meu namorado, cheguei em casa e lembrei que no dia seguinte saia a lista de convocados. Eu estava em casa quando saiu a lista de aprovados: Flávia Jacquier Castanheira – 54º colocada.

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Normalmente, o curso abre 50 vagas por ano, mas por ser em uma cidade interiorana, eu já poderia considerar que havia passado! Eu comecei a chorar na hora e até hoje não sei se foi de emoção ou de desespero! Meu, eu passei! E a primeira coisa que pensei foi: “E agora, o que eu faço?”

Realmente, foi muito difícil para me decidir. Foi um “Vou, não vou” por umas 2 semanas. Eu já estava com tudo programado, queria fazer 1 ano de cursinho para amadurecer um pouco, tiraria minha carta, faria alguns cursos extras, terminaria o inglês e por fim, iria para a faculdade em 2014.

Além da parte “acadêmica”, eu tinha muitas coisas para considerar, meus pais são separados, minha irmã vive querendo ir embora do Brasil, sempre fui muito apegada à minha família. E além de tudo, para tornar a decisão ainda mais difícil, eu namorava/namoro. Sei que sofri um pouco para decidir, mas acabei tomando minha decisão naturalmente. Não foi nada do tipo: “Decidi que eu vou”. Foi mais para: “Humm, acho que vou hein”. Não sei se dá para notar a diferença, mas aos poucos fui me acostumando com a ideia e resolvi que iria aproveitar a chance.

A partir daí, minha vida mudou!

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Para não ficar muito comprido, vou dividir a história em alguns posts, tudo bem? =)

No próximo post, que vai ao ar no próximo sábado, vou falar sobre como foi ir para Bauru e correr atrás de “montar” uma vida lá. Venham conferir!

Beijinhos,

@flaviajacquier

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