O estilo da Eliana

Preciso admitir que sempre gostei muito da apresentadora Eliana e, quando criança, era tão fã que meu sonho era ir ao programa dela!

Assim como existem pessoas que, mesmo com o passar do tempo, ainda gostam MUITO da Sandy, eu ainda gosto MUITO da Eliana. Juro, não perco um programa dela de domingo no SBT e, mesmo quando ela ainda estava na Record eu assistia sempre.

O que eu sempre admirei nela, ainda mais nesses últimos 5 anos, é o estilo. Gente, a mulher se veste muito bem! Não sei quem faz o styling dela porém, merece todas as palmas de parabéns! Ah, e não só as roupas mas, o cabelo e a maquiagem são sempre impecáveis. Eu assisto os programas só para ficar olhando os looks dela e claro, babando nos Louboutins que ela desfila a cada domingo. Tiro atrás de tiro!

Veja só se eu não tenho razão quando falo na maquiagem bapho dela, olha:

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Essa foto é do programa que foi ao ar dia 25 de Setembro, ou seja, ela já está seguindo as tendências que apareceram no NYFW: BRILHO! A onda dos mattes deu uma desacelerada e abriu vez para o brilho. Gloss e batons com acabamento acetinado são a bola da vez e a Eliana já usou certinho! E ainda por cima combinou com a cor do esmalte. Como não amar essa mulher? HAHAHA!

Um Smoked Eye suavíssimo finalizado com um gatinho delicado e uma sobrancelha perfeitamente pigmentada para dar suavidade ao tom da pele. Sério, eu tô in love por essa make!

A Eliana consegue ficar bonita usando uma calça jeans até um macacão pantalona chiquérrimo.

Para quem não sabe, ela possuí um site/blog chamado DaquiDali e eu estou sempre acessando. Por conta disso, separei alguns looks que achei dela por lá e que eu claramente já queria ter no meu guarda-roupa e decidi mostrar para vocês, confira:

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Repare bem que ela repete algumas vezes o mesmo Louboutin de cor nude. Essa é a prova real de que podemos repetir uma peça de roupa em diferentes combinações e sempre estaremos impecáveis.

Sempre admirei a Eliana pelo trabalho na televisão e o cheio divertido dela porém, quando descobri a grande empresária que ela é, dona de editora e outros segmentos, fiquei CHOCADA e passei a admirar ainda mais! Ela é uma verdadeira Girl Boss!

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Beijos,

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O que é o Plus Size?

*Post produzido por Nanny Cox 

Como contamos na terça-feira, no último final de semana rolou em São Paulo o Pop Plus, um evento voltado à moda Plus Size. Nele, foram promovidos diversos bate-papos não só sobre a moda Plus Size, mas o corpo gordo no mercado de trabalho e na cultura pop. O primeiro debate, como expliquei anteriormente, foi tão interessante que eu tive que fazer um post a parte sobre ele. A mediadora foi a Rafa Coelho, do site Das Plus e as convidadas foram a Glenda Cardoso, do blog Curvilíneos, e a Patrícia Assuf Nechar, doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo.

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Como a Patrícia faz uma pesquisa sobre o corpo Plus Size, ela soube explicar direitinho quando nasceu o movimento e o que é, de fato, o Plus Size. Segundo ela, a pioneira no movimento foi a Fluvia Lacerda. Para quem não sabe, a Fluvia foi descoberta no começo do século XXI por uma agência de modelos Plus Size norte-americana. Em 2009 ela veio para cá com a assessora e promoveu uma verdadeira mudança no mercado do vestuário, “e eles começaram a perceber que tinha essa lacuna gigantesca na moda Plus Size”, segundo a Patrícia. Para vocês terem uma ideia, esse termo já era usado nos Estados Unidos desde 1970!

Vamos “começar do começo”… vocês já pararam para pensar no que significa a palavra “gorda”? Segundo a Patrícia, existem diferentes significados e significantes. Aí você pergunta: que? O que isso significa? Significa que a palavra evoca uma imagem diferente na cabeça de cada pessoa. A imagem que a palavra gorda desperta na mente da fulana não é a mesma que surge na cabeça da sicrana. E isso, meus caros, faz com que a definição do gordo e do Plus Size seja muito mais complicada. Como a Patrícia ressaltou, “é difícil você chegar e falar: tal pessoa é gorda. É gorda em relação a quem? Gisele Bundchen? Fluvia Lacerda?”.

Vamos começar pelo fato de que não existe a palavra Plus na língua portuguesa. Existe na França, Alemanha, Estados Unidos… mas nada de Brasil. A Patrícia explicou que o perfil da palavra Plus Size que ela usa durante os estudos é a “questão de adição, de soma, de pluralidade, de diversidade, de agregar pessoas, de agregar coisas. É o adicionar, é o adicional. O Plus é isso! Como fenômeno cultural e social… é agregar”.

No entanto, as três integrantes da mesa do bate-papo lembram que existe segregação mesmo dentro do universo Plus Size. Eis que surge o padrão gordo midiático, ou seja, o corpo gordo aceito na televisão, nas revistas, nos desfiles de moda (sim, tivemos modelos Plus Size no último NYFW) e outros veículos. É uma gorda sem barriga, sem muita celulite, com perna firme e que ao ser veiculado não causa tanto estranhamento. Se essas modelos ganham espaço na indústria da moda “convencional”, imagina o espaço delas na moda Plus Size?!

Claro que não podemos segregar essas mulheres que também são maravilhosas e talentosas, mas precisamos de mais representatividade. A Glenda Cardoso lamentou a falta de modelos acima do 54 em campanhas de marcas de roupas Plus Size e deu uma dica: “são vários biotipos, são vários corpos diferentes do que só a ampulheta – que é essa figura midiática da gorda-. Uma mulher oval,  muito comum entre as mulheres gordas, você não vê. Apostem em mulheres maiores! Ao invés de ter só uma modelo coloque duas, coloque três! Represente diversos biotipos e diversos tamanhos. Por que não colocar uma modelo 60?”.

Assim como as mulheres magras, as gordas querem se identificar naquelas imagens de mulheres sexys, poderosas e seguras. Isso só não acontece (ou acontecia?!) por causa da forma negativa como é tratada a gordura na nossa cultura. Por isso, a representação das mulheres gordas/Plus Size e suas variações são tão importantes.

Durante a palestra, uma estudante de moda comentou sobre a falta de representatividade para as adolescentes. Blogueiras de moda Plus Size normalmente estão para lá dos seus 20 anos (a Ju Romano, por exemplo, tem 27) e se vestem de uma forma mais “adulta”. A Glenda ressalta que a cobrança emocional por causa do corpo gordo faz com que as meninas não queiram se mostrar: “talvez elas consigam encontrar a auto estima delas já com 20 e poucos anos”. E isso é péssimo, não é?! A adolescência por si só já é uma época de turbilhões emocionais. Imagina se pudéssemos subtrair dessa conta a insatisfação com a própria imagem?!

Os tempos mudaram. O movimento Plus Size foi potencializado pela internet. As mulheres não aceitam propaganda enganosa e não querem caber nas roupas, pois são as roupas que devem caber. Já existem movimentos que querem abolir a palavra “Plus Size”, inclusive. No entanto, a Glenda defendeu que o Brasil ainda precisa desse termo, “porque o nosso mercado ainda não entrou em estado de maturação. Ele está começando, engatinhando. Então o termo ainda é muito necessário, precisa ser usado para as pessoas entenderem, criarem conhecimento, estudos científicos… tudo nesse sentido para esse público, para essas pessoas que estão dentro do movimento”.

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Para concluir o bate-papo, a Rafa Coelho, que era a mediadora, pediu que as convidadas definissem o Plus Size. A Patrícia, que está fazendo apenas um trabalho de doutorado sobre o tema, deu uma definição super bacana:

“Entende-se como uma riqueza adicional. O significado do Plus Size não se limita somente a um número e também é relacionado aos movimentos sociais que se formam a partir de pessoas que possuem um perfil diferenciado de corpo. São pessoas e grupos que buscam à sociedade a inclusão de padrões corporais mais amplos. Militam a favor de uma aceitação em relação ao tamanho de seu corpo. Discutem sobre segregação e o estigma do corpo estereotipado de tal forma que questionam sobre os modelos corporais apresentados os meios midiáticos como revista, televisão e internet. São essas pessoas que se dedicam com fervor para que a sociedade perceba que independentemente de possuir um corpo gordo, este é capaz de exercer funções física e intelectuais como qualquer outra pessoa preparada para tal, de maneira que seu caráter não muda em relação ao seu peso e principalmente que seu corpo é tão belo como um outro qualquer”.

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“Os Cavaleiros do Zodíaco” para C&A

Mesmo que você cante Pegasus Fantasy totalmente no imbromation, vamos te dar uma colher de chá, afinal não é fácil.
HAHAHAHAH!

Miga, me dê a força de Pegasus!
A C&A nunca fica nos decepciona quando o assunto é new collection. A novidade da vez é a coleção Cavaleiros do Zodíaco. SIM, a série japonesa mais famosa das últimas duas décadas chega a fast-fashion com camisetas que irão agradar os fãs.
Com estampas dos personagens e uma cartela nos tons de cinza, as peças tem um preço bem amigo e, mesmo que você possa não entender muito bem na série, um bom look grunge você conseguirá fazer com essas camisetas.

Apesar dos modelos serem exclusivamente masculino, já disse aqui no blog algumas vezes: Para mim, roupa não tem gênero! Gostou? Ficou bom? USA! – Então, se você ver que, uma camiseta dessa coleção super irá combinar com um sainha preta e um tênis… Miga, vai que é tua! Só sucesso!

Olha só as estampas:

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São quatro estampas diferentes e os preços variam de R$29,99 e R$39,99 E (ATENÇÃO): Estarão disponíveis nas lojas a partir do dia 19 de Outubro. Beleza?

Amei muito a camiseta com o logo e #Kero.

Antes de acabar o post, deixo aqui a minha dúvida: O Shaka morre ou não? HAHAHAHAHAH!

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Usar mochila é maravilhoso!

Meu Deus, como não descobri isso antes?

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Nós, meninas, quando somos criança, não vemos a hora de crescer, virar uma mulher adulta e usar bolsa, não é mesmo? Eu pelo menos achava que, quando eu tivesse lá os meus 20 e poucos anos estaria usando um salto alto com uma roupa social e uma bolsa maravilhosa.

ERRADO!

Assim como a minha paixão por tênis não passou, a por mochila também não. Pelo contrário, só aumentou!
O tempo passou e com o dia a dia corrido de estudo e agora, muito trabalho, eu pass muito tempo fora de casa. A rotina de, sair da agência e muitas vezes precisar ir a outro compromisso me vez ter a necessidade de sair para a rua com a casa nas costas. HAHAHA moda de dizer, tá gente?

Eu senti a necessidade de levar um pouco mais de coisas que uma bolsa de tamanho médio comportava. Além de, a bolsa ser levada em um ombro só e me deixar com dores terríveis nas costas. Eu sei muito bem (e te alerto disso!) que a mochila não pode ter um peso absurdo porém, ela comporta mais coisas que a bolsa e é muito mais confortável de carregar.

Amante dos looks comfy, aderi a mochila mesmo com o término da faculdade. Mesmo pegando carona de carro com meu pai para vir ao serviço, a minha mochila cabe tudo que eu preciso para passar o dia todo fora de casa.

Enfim, já entendemos que ela é maravilhosa e é a rainha da praticidade e do conforto. MAS, existe muita gente que torce o nariz para a peça e não acha que ela seja tão elegante assim.
Miga, ela é elegante SIM! Vou amar e proteger a mochila. Divulgar e enaltecer sua maravilhosidade. Hahahaha!

Como em todo os posts de inspirações de looks, criei uma pasta no meu Pinterest (com a ajuda da minha melhor amiga. Beijos Mirelle! Obrigada por tudo!) com milhares de looks para você ficar com vontade de trocar a bolsa por uma mochila bem lindona. Olha só:

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Diferente da bolsa, a mochila não precisa necessariamente combinar com o sapato ou estar com a mesma cor da roupa. A mochila é tão “de boas” que quanto mais colorida, melhor. Ela é uma extensão da sua identidade e precisa ter a sua cara!

Lá no meu Instagram, vira e mexe eu mostro a minha mochila e, principalmente, o meu chaveiro do Stitch que me acompanha sempre!

No momento estou usando apenas o modelo da Side Walk que comprei há um tempo.  [pinkheart]

❤ ma partner.

A photo posted by Bruna Fernandes (ou Muffin) (@brunamuffin) on

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Muffin na Pop Plus

Neste final de semana, foi realizado na avenida Paulista o Pop Plus, destinado à moda Plus Size. Expositores de 11 cidades brasileiras, desfiles, aulas de yoga e bate-papos com personalidades do mundo Plus Size marcaram a 14ª edição do evento.

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O Muffin.Dicas esteve no primeiro dia e te conta o que teve!

– Às 14h do sábado, rolou um bate-papo sobre “O que é ser plus size?”. Com mediação da Rafa Coleho (site Das Plus), a mesa contou com a doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, Patrícia Assuf Nechar e com a Glenda Cardoso, do blog Curvilíneos. Essa conversa foi MUITO interessante porque entrou naquela questão da indústria da moda considerar o Plus Size como qualquer tamanho que foge do convencional. Muitas vezes o 40/42 já é considerado Plus Size e, querendo ou não, as modelos Plus Size também seguem um padrão de corpo que pode desviar do real. Esse bate-papo foi tão proveitoso que terá um post destinado a ele mais adiante.

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– Às 16h, a publicitária Alcione Ribeiro mediou uma conversa sobre o mercado de trabalho. Os convidados foram a Vanessa Raya, que é advogada e dona do blog Sapatinho de Cristal, e o Bruno Barreto, relações públicas da BASF. Eu fui achando que seria uma conversa sobre as áreas que as mulheres Plus Size podem sim atuar, meio que derrubando esse estigma de “gorda tem que se esconder”. Porém, para a minha surpresa, a conversa foi sobre os preconceitos (ou não) dentro do mercado em relação às pessoas gordas. O Bruno Barreto contou a história de quando foi contratado pela BASF. Segundo ele, depois do exame médico, ele esperou TRÊS semanas para ser contatado de novo. No primeiro dia, a chefe chamou ele para conversar e explicou a razão da demora:

“Olha Bruno, eu queria te pedir desculpas por essa demora. Durante o exame médico o médico do trabalho te reprovou porque ele falou que você estava obeso e não recomendava a sua contratação. E falou assim: já pensou se ele quer fazer uma cirurgia do estômago?! Quanto tempo ele vai ficar afastado?! E se ele tiver problemas?! Se ele for viajar pela empresa, vai ter que ser só de classe executiva porque ele não cabe na classe econômica.”

A chefe acionou a diretora, que acionou o vice-presidente em Recursos Humanos e o Bruno foi contratado pelas competências e pelo profissional que ele é! Porém, o médico não parou por aí.

“Ele escreveu uma recomendação que eu não deveria visitar nenhuma unidade fabril porque em caso de explosão, de qualquer derramamento químico, eu poderia ficar para trás, eu não teria condições de acompanhar a saída de emergência.”

No final, deu tudo certo. A companhia que o Bruno trabalha desenvolveu uma gerência de diversidade, onde eles tratam de temas das minorias. “Não só a questão do gordo e da adaptação das necessidades das pessoas, mas também a questão de negros, LGBT, mulheres em cargos de liderança e como é que isso tudo é tratado.”

A Vanessa Raya disse que, se sofreu o preconceito por ser gorda, não percebeu. No entanto, ela lembrou que muita coisa ainda é velada. Como ser gorda ainda é motivo de desconforto para MUITA gente e, de fato, existe um tom pejorativo ao redor da gordura, as pessoas evitam qualquer atitude que demonstre essa estranheza.

“Uma pesquisa da Universidade de Michigan fala que dentro desse quadro quem sofre muito mais são as mulheres. Se tiverem que optar entre uma mulher gorda e um homem gordo, eles acabam optando pelo homem.”

Ela mencionou uma pesquisa da Catho que dizia que 68% dos presidentes e diretores cadastrados na plataforma não querem pessoas fora do peso em cargos de presidência e diretoria. Além disso, 10% não quer que as pessoas acima do peso ocupem cargo de gerência ou supervisão.

Depois desses relatos, a Alcione disse algo que é verdade: é desnecessário uma empresa colocar na descrição da vaga que necessita de pessoas com “boa aparência”. O que é a boa aparência? Hoje em dia, ela é totalmente atrelada à magreza, mas isso não depende de cada um de nós? A boa aparência para mim não é a mesma para o resto do mundo!

Os três concordaram que, atualmente, as empresas estão se tocando mais do que pode ou não escrever na descrição de uma vaga. Acima de tudo, elas estão se desligando da questão da aparência e focando nas aptidões – que é o que realmente importa. Claro, ainda não são todas e, sim, existem áreas que realmente não estão prontas. Durante o bate-papo, por exemplo, foi pontuado que talvez nunca exista vagas para aeromoças gordas. O Bruno disse uma frase que eu acho importante de ressaltar e não só para quem é gorda, mas para quem é mulher. Querendo ou não, temos as nossas habilidades e capacidades questionadas diariamente pelo simples fato de ser mulher. “Nós temos que pensar realmente em ser agente de mudança. Dentro das empresas que estamos, provar e se provar cada dia que nós somos sim bons profissionais. Que nós entregamos e que não é uma condição física que vai impedir a gente de ser reconhecido por isso”. Enfim, já dizia Bob Dylan “The Times They Are a-Changin'”.

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– Às 19h tivemos um bate-papo sobre a imagem gorda na cultura pop. Mediado pela Marília Almeida e com presença de Thiago Borbolla (do portal Judão) e da maravilhosa blogueira de moda Plus Size Juliana Romano (blog Entre Topetes e Vinis). Como é representado o gordo e a gorda em filmes, músicas, livros… enfim, na cultura pop?

É o gordo bobo e a gorda virgem, na maior parte das vezes. Os exemplos que foram muito usados: os papeis de Jack Black, Rebel Wilson e Melissa McCarthy. O gordo e a gorda são retratados como desengonçados, desleixados, bobos. Eles são usados como o alívio cômico da trama. Às vezes funciona (quem não ama a Fat Amy que jogue a primeira pedra), mas não é bem por aí…

A Ju Romano falou sobre o clipe (maravilhoso) de Toothbrush, música da banda DNCE, no qual a personagem principal é interpretada pela modelo Plus Size norte-americana Ashley Graham. E, “pasmem”, ela faz o papel de…. mulher. Da mulher sexy, segura e namorada do Joe Jonas. “Esse, para mim, é o cenário ideal. A gorda estar num cenário onde ela não e a gorda, ela é uma atriz como qualquer outra”, a Ju Romano explicou.

O Thiago reconheceu que a própria Melissa McCarthy está tentando mudar o perfil dos filmes que ela participa. Até porque, como a Ju disse durante a conversa, as atrizes tem que mostrar que não servem apenas para o papel da “gorda engraçadona”. É a velha questão das pessoas se reconhecerem na tela, na página da revista, nas imagens da internet. De se reconhecer e se amparar nas figuras que circulam na mídia.

 

“A cultura pop no geral precisa ser representada em todos os níveis, não só no que a gente vê. É importante a se reconhecer. Tem até uma personagem de um quadrinho independente que é uma gorda de barriga de fora, e fizeram cosplay dela. É isso que é representatividade: é as pessoas poderem se reconhecer, poderem se ver e se colocar naquele ponto” (Thiago).

O Thiago lembrou que MUITAS plataformas online de revistas (especialmente as de fofoca) vivem fazendo matéria do tipo “fulana foi a praia e exibiu quilinhos extras” ou “ciclana deixa celulites a mostra ao sair do carro”. E, no final, essa vai ser uma das matérias que entrará nas 5 mais clicadas. Segundo ele, as pessoas entram por maldade. Para ver que as estrelas não são tão perfeitas quanto aparentam. A Ju rebateu que, apesar de existir uma parcela (que até pode ser a maior parcela), existem as pessoas – como ela – que clicam neste tipo de matéria para pensar “Meu deus! Ela é tão maravilhosa e tem celulite que nem eu! Vamos para a praia, miga!”. Os dois concordaram que tudo depende do tom que for usado na construção da matéria.

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Depois da palestra, eu conversei alguns minutinhos com a Ju sobre o NYFW e outras cositas más. Queria trazer uma coisa que ela falou e acho que muitas pessoas devem se sentir da mesma forma. A Ju desabafou que foi uma adolescente muito mal representada pela mídia. A  representatividade e a imagem da mulher REAL na mídia talvez tivesse impedido que ela tivesse diversos questionamentos que seguem a vida dela desde a adolescência. “Porque para mim, a mulher bem-sucedida era a mulher magra e todo o resto era o resto. Será que se eu tivesse crescido com a imagem da mulher poder ser vários corpos, alguns questionamentos que a gente se faz sequer seriam questionamentos?”.

O Pop Plus tem várias edições por ano. Além de palestras como essas que eu descrevi no post, tem muita roupa linda para comprar, desfiles de marcas Plus Size, DJ, aula de Yoga, poesia, dança e muito, MUITO empoderamento. O interessante de ir ao evento é que a atmosfera te empodera. Está nas araras, nas pessoas, e em cartazes maravilhosos espalhados pelo salão. A próxima edição será realizada ainda em dezembro de 2016.

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*Este post foi produzido por Nanny Cox

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